Votar a aposentadoria do catador
Existe uma proposta de aposentadoria do catador aprovada numa comissão em 2014 e parada desde então: eu vou defender que ela seja votada, e vou assinar pedido de urgência para levar isso ao Plenário.
Site oficial da campanha ELEICAO 2026 REGINALDO ALBUQUERQUE BISPO TIMM DEPUTADO FEDERAL · CNPJ 68.455.630/0001-94 · campanha@reginaldoajudaeu.com.br
Você seguiria um catador de reciclagem? Mais de 800 mil pessoas já seguem.
Eu cato reciclagem em Jacareí e sou candidato a Deputado Federal por São Paulo.
Esta página é a lista do que eu vou defender em Brasília — escrita antes da eleição, para você cobrar depois.
Reginaldo Ajuda Eu
Deputado Federal · PSD
Quem está pedindo o seu voto
Meu nome é Reginaldo, eu tenho 48 anos e eu cato material reciclável na rua, em Jacareí.
Eu fui para a rua com 7 anos. Dormi em vagão de trem, em marquise e em barco.
Só entrei numa escola com 17 anos. Engraxava sapato para ganhar uns trocados, depois aprendi a cortar cabelo. Estudei até o ensino médio.
Antes disso eu passei quase dez anos cantando em dupla sertaneja. Tive carro importado, banda com doze dançarinos, cantei em programa de TV. Um derrame me botou quase dois meses na UTI. Quando eu casei, em 2010, eu não tinha mais nada.
Fui motorista de ônibus três anos. Em 2015 veio a crise: perdi o emprego, e a minha esposa também. Até 2020 eu vendi no semáforo — "bom dia com alegria, tudo bom, meu nome é Reginaldo, gostaria de comprar?".
Na pandemia o semáforo fechou. Um catador me disse: "é só colocar a mão no lixo". Saí às sete da manhã com um saco nas costas, voltei ao meio-dia e vendi tudo por R$ 180. A minha esposa perguntou de onde era o dinheiro. "Do lixo." Naquele dia eu descobri o meu trabalho.
Comprei uma bicicleta com o dinheiro da reciclagem e comecei a gravar vídeo. Um dia o pneu furou numa rua da Vila Branca, aqui em Jacareí. Olhei para o céu e falei: "Deus, olha a minha luta diária". Gravei aquilo. Hoje mais de 800 mil pessoas acompanham a minha rotina.
Minha mãe passou dois meses no hospital na pandemia. Saiu — e depois saiu para catar reciclagem comigo, nas ruas de Jacareí.
Eu nasci em Santos, moro em Jacareí desde 2016 e não declarei nenhum bem ao TSE. É isso que eu tenho para te mostrar.
O motivo
Porque quem trabalha na rua não tem quem fale por ele lá em Brasília.
A aposentadoria do catador está parada na Câmara desde 2014 — são doze anos esperando alguém botar para votar.
Eu não preciso ir para Brasília aprender o que é isso: eu vivo disso, e conheço essa fila por dentro.
Já me disseram que eu não ia chegar em lugar nenhum com esses vídeos. Eu respondi: eu não chego, mas os meus vídeos chegam. Chegaram. Agora eu quero que a pauta de quem cata chegue no mesmo lugar.
É a minha primeira candidatura, e eu não estou pedindo licença para deixar de ser o que eu sou.
20 propostas · 5 eixos
Proposta é aquilo que eu vou defender, propor, apresentar e cobrar. Nunca aquilo que eu vou dar a alguém. Se estiver escrito aqui, é porque cabe no que um deputado federal pode fazer.
Escolha o eixo e vá direto
Já me perguntaram se eu não tinha vergonha de ser catador. Não tenho: é trabalho. Vergonha é a aposentadoria desse trabalho estar parada em Brasília desde 2014.
O catador faz quase dois terços de tudo que o Brasil recicla — e é a única parte dessa conta que não tem aposentadoria. São mais de 700 mil pessoas na rua, sem cooperativa, sem carteira e sem futuro garantido.
Existe uma proposta de aposentadoria do catador aprovada numa comissão em 2014 e parada desde então: eu vou defender que ela seja votada, e vou assinar pedido de urgência para levar isso ao Plenário.
Quando eu tiro material do lixo, eu economizo caminhão e aterro para a cidade inteira, e recebo só pelo quilo do papelão — existe lei desde 2021 permitindo pagar por esse serviço, e eu vou defender que ela saia do papel.
Prensa, balança, mesa de triagem, galpão e caminhão não são luxo, são ferramenta de trabalho: é para isso que eu quero indicar a minha parte do Orçamento da União.
A lei de 2010 já diz que a cidade que trabalha com cooperativa de catador passa na frente na fila do dinheiro federal, e outra lei deixa a prefeitura contratar a cooperativa sem licitação — eu vou cobrar isso cidade por cidade.
Eu não vou inventar história para te convencer. O que eu conheço de perto é fila de gente pobre esperando sem data — e a mãe que espera anos por um laudo está no fim dessa fila, com a criança no colo.
O Brasil tem 2,4 milhões de pessoas com autismo, 547 mil só em São Paulo. E só 20 de cada 100 famílias conseguiram o diagnóstico pelo SUS — o resto pagou ou esperou anos.
Hoje não existe prazo nenhum e a família entra na fila sem data para sair; tem projeto na Câmara fixando 90 dias, e eu vou defender que ele seja votado.
Terapia que fica a cem quilômetros é terapia que a família não alcança, e por isso eu vou indicar a parte de saúde da minha emenda para serviço público de avaliação e terapia nas cidades de São Paulo.
A lei já garante acompanhante para o aluno autista quando há necessidade comprovada, mas 4 em cada 10 não recebem apoio nenhum — falta dinheiro carimbado e falta cobrança, e é isso que eu vou fazer.
A carteira do autista tem que ser tirada em qualquer cidade, valer no Brasil inteiro e não vencer, para a mãe não ter que refazer papelada nem ouvir no balcão que ali aquilo não vale.
Eu vendi no semáforo até 2020. Ali ninguém tem carteira, e quase ninguém paga INSS — não porque não quer: 20% de quase nada é nada. Quando a pandemia fechou o farol, não veio seguro-desemprego para quem vive de farol.
Quase 4 em cada 10 pessoas que trabalham no Brasil não têm carteira assinada nem CNPJ. Sem contribuição não tem aposentadoria, não tem auxílio-doença e não tem pensão — e é quase sempre quem já ganha menos.
O teto do MEI está em R$ 81 mil por ano desde 2018 e de lá para cá subiu o gás, o arroz e o aluguel: tem projeto esperando votação na Câmara desde 2021, e o meu trabalho é cobrar essa votação e votar a favor.
Quem cuida da própria casa e não tem renda paga 5%, mas quem vende no farol e não é MEI paga 11% ou 20% — eu vou defender que a conta seja a mesma para quem ganha pouco trabalhando.
Existe um programa federal que empresta a partir de R$ 500 para quem está no Cadastro Único sem exigir CNPJ, mas ele começou só em três capitais: eu vou defender emenda de orçamento para reforçar essa linha e cobrar que ela chegue ao interior de São Paulo.
Quem abriu MEI, parou de vender e ficou com o boleto correndo hoje só se resolve em mutirão que abre e fecha — eu vou defender que essa porta de renegociação fique aberta o ano inteiro, com aviso antes de o nome sujar.
Eu dormi em vagão de trem com 7 anos. Adulto, já recebi carta com "ORDEM DE DESPEJO" escrito em cima, com a minha família dentro de casa. E mobiliei a minha casa com o que a cidade jogou fora. Moradia, para mim, não é estatística.
São Paulo é o estado com mais gente em situação de rua no país: 159.290 pessoas no Cadastro Único. E o maior pedaço da falta de moradia no Brasil não é gente sem teto — são 3,58 milhões de famílias que têm casa e não dão conta do aluguel.
Nas capitais, 3 de cada 100 casas do Minha Casa Minha Vida já são guardadas para quem está na rua, mas essa regra alcança 38 cidades num país de 5.570: eu vou apresentar projeto para isso virar lei e valer também nas cidades do nosso tamanho.
Existe uma lei de 2024 que manda dar qualificação e apoio para quem está na rua conseguir trabalhar, e ela ficou sem dinheiro reservado no Orçamento — lei sem dinheiro não tira ninguém da rua.
Financiamento de trinta anos não serve para quem tem renda que muda de mês para mês: tem projeto pronto na Câmara criando aluguel com preço subsidiado, e o meu compromisso é votar a favor e pedir que ele ande.
Família que mora há trinta anos no mesmo lugar sem papel nenhum não consegue crédito para reformar, não pode vender e não deixa nada para os filhos — a casa já existe, o que falta é o documento.
Aqui é onde eu moro e onde eu cato todo dia. Eu conheço Jacareí pelo chão: sei em que rua da Vila Branca o pneu da minha bicicleta furou, sei em que lanchonete eu tomo café e sei quais bairros ainda esperam a coleta seletiva passar. É aqui que essas propostas têm nome, rua e endereço.
Em Jacareí, 77 dos 156 bairros têm coleta seletiva e a cooperativa da cidade reúne 44 catadores: a lei federal já manda priorizar a cooperativa, e eu vou cobrar isso prefeitura por prefeitura do Vale.
Onde a cooperativa tem estrutura boa, o mesmo quilo de material rende quase o dobro no fim do mês — vou defender que o dinheiro do Orçamento chegue nas cooperativas das cidades daqui.
A lei obriga metade da emenda de todo deputado a ir para a saúde, e a reclamação número um na ouvidoria de Jacareí é exame e consulta com especialista: eu vou defender que essa metade venha para cá — e vou publicar onde foi parar cada real, para qualquer um conferir.
Jacareí precisou receber uma carreta itinerante para dar laudo às crianças que estavam na fila, e sem esse papel a família não consegue nem a escola certa nem a terapia.
O que o cargo permite
Antes de você ler o que eu vou defender, leia o que o cargo permite. Deputado federal faz três coisas — e só três.
O que deputado federal faz
É o trabalho principal. Apresenta projeto, assina projeto de outro, discute em comissão e vota. Lei vale para o Brasil inteiro: por isso aposentadoria de catador e direito do autista são assunto de deputado federal.
Esse dinheiro não é do deputado: é dinheiro público, e ele só indica o destino. Quem recebe é prefeitura, hospital, escola ou entidade — nunca uma pessoa. Pode atrasar e pode não sair. Por isso o certo é dizer “vou defender que venha”, e depois mostrar no papel onde foi parar.
Pede explicação por escrito, chama ministro, marca audiência pública, aciona órgão de controle e cobra o cumprimento de lei que já existe. Isso não custa nada e é o que mais rende para quem não tem máquina.
E o que deputado federal não faz
Eu não vou prometer o que não depende de mim. Se eu prometer, eu estou mentindo — e você tem todo o direito de vir cobrar esta página.
Não custa nada
Eu não peço dinheiro. Não tem Pix, não tem vaquinha, não tem rifa e não tem doação. O que eu peço é o que não custa nada.
Manda no grupo da família, no grupo do trabalho, para o vizinho. Quem me conhece de vídeo muitas vezes não sabe que eu sou candidato aqui em São Paulo.
Conversa em casa é o que decide voto de verdade. Mostra as propostas, mostra o que eu não posso fazer e deixa a pessoa decidir com a informação na mão.
No Instagram é o @reginaldoajudaeu (abre o Instagram em outra aba). Comentar e compartilhar faz o vídeo chegar em mais gente do que qualquer coisa que eu possa pagar.
[CONFIRMAR COM A CAMPANHA] Arroba oficial do TikTok e link da página do Facebook para entrarem aqui. Não publicar a página com este aviso na tela.Na urna você digita 5572 e aperta confirma. Deputado federal se vota pelo número — e o meu tem quatro dígitos: cinco, cinco, sete, dois.
Digita 5572 e aperta confirma.
Eu não vou largar o carrinho.
Reginaldo — Reginaldo Ajuda Eu
Catador de material reciclável em Jacareí
Candidato a Deputado Federal por São Paulo
Deputado Federal · PSD · São Paulo Número cinco, cinco, sete, dois. Deputado Federal, PSD, São Paulo.